Tudo começou quando a produtora Mutante Filmes me chamou para prestar consultoria ambiental para um programa que falaria sobre sustentabilidade. Juntou a idéia, o veículo, as profissões, o que resultou no Mundo pra Chamar de Seu.
Sou sócia-diretora da Sistema Assessoria Ambiental, uma empresa prestadora de serviços voltados para a sustentabilidade empresarial. Temos uma equipe com multiprofissionais, pois assuntos socioambientais não são isolados e conversam com diversas áreas e expertises.
Um exemplo disso é o primeiro episódio, que é sobre uma viagem em família onde o destino é a praia.
Logo no começo já há uma relação entre as atividades do dia-a-dia e o impacto no meio ambiente, como uso da água do chuveiro, lixo gerado em casa, desperdício de comida, embalagens em excesso, combustível poluente, entre outros.
Vários assuntos são abordados no meio do caminho como coleta seletiva e reciclagem, lixo e os animais marinhos, como uma comunidade se sustenta e ainda tira pessoas da rua resgatando a dignidade humana, etc. Há um encontro entre duas famílias, onde uma delas ensina a praticar a sustentabilidade e aprendemos como fazer uma horta orgânica, como não gerar lixo, como fazer adubo com os restos de comida e folhas secas, até absorvente feminino é feito artesanalmente.
Carol Piccin Silberberg
Gestora Ambiental
Sócia-Diretora da Sistema Assessoria Ambiental
Você pode dizer que tem um mundo para chamar de seu? Você cuida da sua casa, o planeta terra?
Você está percebendo que algo está acontecendo, que as mudanças climáticas estão causando estragos, que as pessoas e a natureza estão pedindo ajuda...e não sabe muito bem o que fazer? Quer dividir suas idéias?
Então esse é o programa certo para você. Serão 13 episódios que trarão dicas de como continuarmos com nossas vidas sem agredir tanto assim o planeta. E o programa mostrará que há luz no fim do túnel, não estamos sozinhos e tem gente fazendo coisas que dão certo e são próximas da nossa realidade.
Cada episódio traz um tema diferente, como viagem, convivência em condomínio, reforma em casa, vida no escritório, trânsito na cidade, festa, entre outras situações que todos nós vivemos. E dá para impactar menos o meio ambiente continuando a fazer tudo isso, sem ser eco-chato? Sim, e com pequenas ações.
Chamar de seu, para nós, significa cuidar. Cuidar do seu corpo, da sua casa, da sua cidade, da sua rua, das pessoas que estão a sua volta, do mundo que você vive. Porque ele está em sinergia com você. Você cuida dele e ele cuida de você. Ação e reação.
Nosso objetivo não é puxar orelha de ninguém, nem apontar o dedo. É aprendermos juntos como podemos melhorar e passar adiante nossos conhecimentos. Compartilhar.
Para começar a perceber as atividades do dia-a-dia mais impactantes, vale a pena fazer o cálculo da pegada ecológica. É um índice de sustentabilidade. É possível medir os hábitos de consumo e convertê-los em hectares de terra necessários para manter esse estilo de vida. Saiba mais sobre esse assunto e faça o cálculo da sua pegada ecológica pelo site: www.pegadaecologica.siteonline.com.br e Redefining Progress em http://www.rprogress.org
Carol Piccin Silberberg
Gestora Ambiental
Sócia-Diretora da Sistema Assessoria Ambiental
Em cima de um carro alegórico em plena Avenida Paulista coração econômico do Brasil – como dizem – um homem delicioso acarinhava-se por dentro de sua sunga negra de couro. Em cima do carro elétrico, dançava masculamente para uma multidão de todas cores e gostos sexuais enquanto uma senhorinha fofa de uns 80 anos sorria para a festa da janela de seu apartamento. Havia me mudado há pouco para São Paulo - era minha primeira parada gay - e pensei: “uia! Uma metrópole mesmo, que delícia…” Em Vitória (ES) não conhecia o anonimato e foi na cidade grande que me senti livre para simplesmente ser: sem ter que dar grandes satisfações sobre se a blusa combina com a saia, se vou sozinha ou em grupo, se quero ou não, se na primeira noite tá valendo, se posso chegar no gatinho que sim, eu gostei!
Bem, mas isso tem uns… 10 anos. E foi na ilhotinha paradisíaca em que mergulhei na última semana que me lembrei de quando descobri o gosto do anonimato. Ali – Little Corn Island, Nicarágua - são 800 habitantes e quatro igrejas. Todo mundo sabe da vida de todo mundo, onde foi, com quem dormiu, qual foi a briga da noite. Propus a tal pauta de tentar entender o que se pensa do homossexualismo numa mini sociedade, num país machista – como todos os nossos latinos – e a verdade é que… levei um susto!
Não procurei as pessoas mais conservadoras para entrevistar, escolhi os personagens pela forma como se expressavam, pelo brilho no olhar. Enquanto eles respondiam eu lembrava do homem de sunga negra com a senhorinha sorrindo e pensava: como assim que aquilo e isto coexistem? O tempo imaginado com uma linha para o futuro fez curvas na minha cabeça e vi o planeta, lá do alto, vivendo passado futuro presente em diferentes pontos e ao mesmo tempo. (Forcei a barra ou deu para entender?) E, sem querer julgar melhor/pior – mas acho que já julguei né? – a pergunta que me rodou a cabeça des de a hora que gravei até agora é: será que é preciso o anonimato para que eu seja eu mesma? (oh eu aqui viajando sozinha...) Será que é preciso o anonimato para que você seja você mesma?
Gosto bastante de ficar sozinha mas as vezes é absolutamente lamentável não ter um broto beleza para dividir os sorrisos, lo siento. Nesta viagem senti isto pela primeira vez num hotel destes romantiquérrimos no sul da Costa Rica: jantar a luz de velas, cama gigante com mosqueteiro num quarto deslumbrante com vista para o Pacífico eu eu ali, solita. Os garçons que nunca tinham visto uma mulher – “ainda mais brasileira …” – viajando por ali alone me miravam com curiosidade e faziam perguntas divertidas. Naqueles dias li loucamente para me sentir um pouco acompanhada. E depois fui me acostumando e me permitindo romantiquisses comigo mesma. Outro dia fui jantar num restaurante com um pátio interno lindo – estou em Granada, sul da Nicarágua, uma cidade colonial com arquitetura espanhola, uma beleza – e além do prato pedi um vinhozinho. Fiquei lá deitada na rede esperando a comida, bebericando, lendo e sorrindo. Custa, ou pelo menos para mim custou em alguns momentos, não se preocupar com “o que os outros estão pensando”. Mas vencida esta barreira, afogado o diabinho inseguro, passa a ser uma delícia se namorar, recomendo!
As personagens desta matéria também já afastaram o diabinho. Natacha, a suiça jogadora de volei e mestre em direitos internacionais se pauta por suas decisões e tem um histórico de namoros a distância – nem sempre muito exitosos, diga-se, mas sempre uma tentativa para que ela não se largue na relação e se esqueça de seus outros sonhos. Além de entrevistadora/entrevistada viramos amigas e foi numa festa com ela que vi uma morena rindo e dançando e solta na vida. Não me restaram dúvidas que dali saíriam boas histórias – os corpos nestes casos falam mais que as próprias bocas, não? A porto riquenha contava com desenvoltura suas viagens, saídas noturnas sozinha e alegrias. E Vicky é um pouco mais madura. Já fez várias loucuras e hoje vive uma fase de análise, de mirar-se seriamente e com amor. Uma histórinha que ela me contou que sempre lembro foi de sua primeira longa viagem. Aos 17 anos juntou a grana, passou um monte de telefones falsos para a mãe e foi viver seus sonhos na Europa. Descobriu que a vida podia ser assim, livre!, e não parou mais.
E acho que todo mundo tem seu passado de boas lembranças alone ou pelo menos uma aventurinha “a só” anotada no livrinho dos desejos a serem realizados: a sua qual é? (conta vai…)
As mulheres parecem acometidas de alguma culpa, sensação de erro, medo de ser feia/mala/chata/roncar ou qualquer coisa horripilante quando chega o dia dos namorados e… não tem um bonitinho para desfilar num restaurante romântico qualquer. Pois bem, paremos de frescuras meninas! No próximo Saia por Aí, o novo quadro do Saia Justa, a idéia é incentivar a mulherada a… se auto namorar! Quantas vezes você se convidou para um lindo jantar? Curtiu um vinhozinho com suas boas histórias e lembranças? Saiu sola para o cinema? Arrumou a mala e foram, só as duas, para aquele paraíso que você sempre quis desfrutar? Acompanhe uma prévia da matéria aqui no Ora Blog! se inspire e ótimo dia dos namorados!
Making Of da Matéria:
Bem, como poucas coisas que fiz na vida, posso dizer que esta reportagem foi realizada com conhecimento de causa! rere. Deitada (sozinha) na gigante cama de frente para a hidro linda que está na passagem comecei a pirar na idéia das três eus enquanto o sono não chegava. Acordei, escrevi o textinho, produzi as pétalas de rosa com o eficientíssimo Victor Esquivel – que me bem recebeu no Tabacón Grand Spa. Fiz umas provas, rolou! No dia seguinte abri a água da hidro, tomei banho de ducha, passei mousse no cabelo, planchei o vestido e a saia, montei o tripé, ajeitei o quadro, virei o view finder da câmera para poder conferir se estava nos lugares certos, me maquiei decorando o texto, apertei o rec e gravei as três cenas. Depois editei me divertindo de estar me sentindo exatamente assim: tão sozinha e tão bem acompanhada!
PS: um dos objetivos do quadro é deixar brotar de suas arestas o som e cheiro dos países centro americanos. Nesta matéria as músicas utilizadas são todas de grupos nascidos na Costa Rica. Para saber um pouquinho mais deles, siga os links!
- A primeira música é do Malpaís, um grupo super querido que faz sucesso entre os jovens e ganhou disco de ouro nos três álbuns que lançaram. Fiz uma matéria sobre eles que logo logo subirá no meu blog (www.americasemfronteiras.com.br).
- A Orquestra de la Papaya ( é a união de músicos centro-americanos e assim como os dois outros grupos foram gravados sob o selo Papaya Music que produz uns discos lindos de bons ritmos da região.
- Não se engane, o inglês da música final é autentiquissimo: na região caribenha da Costa Rica e de outros países centro-americanos o inglês vindo com os migrantes jamaicanos é língua da rua. O senhorzinho que lindamente canta estas músicas – o tal Calypso – é Walter Ferguson no CD Dr Bombodee. Deixe seu comentário:
Sexta-feira, Maio 30, 2008
Só o básico! Por Eliza Capai
Ninguém disse que seria tarefa fácil para uma mocinha: colocar seus próximos sete meses de vida (toda a produtora, roupas, cosméticos, sapatos, textos e mimos) numa mochila que suas próprias costas carregariam. Como num texto ou num vídeo o material começou grande, cheio de sobras, gordurinhas. A cada nova olhada escapava um blusa, saia, livro, casaco. No final - depois, bem depois… - entrou tudo nos 60 litros de sobrevivência. Agora a cada passo que me aproxima de Nova Iorque - onde a andança pára em setembro - uma pecinha de roupa vai ficando, por querer ou sem querer, para alívio da coluna. E assim descubro o que é realmente necessário na vida, no dia a dia.
E essa foi a questão com a qual saí do Brasil: o que que é essencial, o básico sorridente? Na primeira parada, na Cidade do Panamá, lancei a pergunta para minhas vizinhas de cama de albergue. Ria com as respostas hipocondríacas e me atentava para as boas dicas enquanto editava o primeiro quadro Saia por Aí do Saia Justa. A melhor resposta foi, sem dúvidas, a de Karrie! No começo achei um tanto desparatado viajar com uma faca. Mas algumas semanas depois, num ponto de ônibus deserto, pensei na amiga norte americana. Ao chegar num paraíso caribenho na Costa Rica relembrei da dica e desejei um canivetinho que fosse. Ali um estuprador caçava turistas com alguma frequência. Nas ruas escuras e estreladas desejava ter um pepino ou maçã para sair picando, cortando com gosto e deixando bem claro: “comigo não baby”.
ps: a viagem pode ser acompanhada no blog: www.americasemfronteiras.com.br Deixe seu comentário:
Segunda-feira, Maio 19, 2008
Lembranças de Minas Por Patrícia Koslinski
Adoro viajar a trabalho! A gente rala, mas é feliz como nunca... Eu, que não sou boba, sempre aproveito qualquer brecha nas gravações para conhecer a cidade e os lugares que os "locais" adoram. Não foi diferente em Minas, para onde fui com a tarefa de cobrir o evento de moda Minas Trend Preview, no início de maio.
Dessa vez tive a companhia do meu fiel produtor Mário Carvalho, que ama uma noitada. BH foi um prato cheio para ele, que dançou horrores numa tal de "Josephine", Jô para os íntimos. Já eu, que viro gata borralheira à meia noite, tenho dicas mais comportadas.
Nessa foto, eu e Mário estamos em frente a boulangerie Casa Bonomi. Um luxo! Pães deliciosos, doces de dar água na boca e um ambiente muito lindo e bucólico. Vale deixar o café da manhã do hotel de lado pelo menos um dia e se jogar no cardápio da Bonomi. A boulangerie fica na Rua Cláudio Manoel, 460 (esquina com Afonso Pena), Bairro Funcionários, 3261-3460.
Mais fotos... mais comida. Dessa vez nos entregamos aos sabores do Japão. O restaurante, assim como a Casa Bonomi, nos foi recomendado pelo querido Arízio, que trabalha para a marca mineira Coven, aquela dos tricots incríveis que vemos no Fashion Rio. Arízio nos indicou ótimos lugares em BH, mas o Sushi Naka foi mesmo o melhor de todos. O lugar é deliciosamente confuso! A comida... sem palavras! Pedimos uma enorme refeição japonesa da qual não demos conta, obviamente, dada a quantidade de comida! Daria para três se esbaldarem de comer! Como éramos apenas dois, deixamos com muita tristeza sobras na mesa. Sushi Naka... essa é a pedida. Rua Gonçalves Dias, 92, Bairro Funcionários, 3287-2714
Por fim, uma foto lúdica... eu brincando de balanço... na loja do mais incrível de todos: Ronaldo Fraga. Amo o Ronaldo, suas roupas, seus desfiles... e agora sua loja. Impossível resistir aos balanços. E às roupas, também! Saí com duas blusas. Nem preciso dizer que são de uma beleza e uma criatividade que emocionam. Ah... uma das blusas é a que estou usando no Sushi Naka. Não resisti e usei no mesmo dia. Salve Ronaldo! Salve Minas!
Ronaldo Fraga - Rua Fernandes Tourinho, 81, Bairro Savassi. www.ronaldofraga.com.br
Acabo de voltar de Belo Horizonte, onde acompanhei o Minas Trend Preview, evento que antecipou as tendências da moda primavera-verão 2009. Foi uma oportunidade de ver como os estilistas e designers de acessórios estão interpretando as tendências que já passaram pelas passarelas européias e americanas e, em breve, estarão nas nossas semanas de moda. Um bom aquecimento para a maratona que vem pela frente (o Fashion Rio começa dia 8 de junho e SPFW, dia 17!!!).
Na foto, momento com gostinho de reencontro: eu, Lilian Pacce e a estilista Alessa Migani, da Casa da Alessa. Na minha mão, a bolsa desenhada por Alessa para o projeto da Lilian chamado "Eu não sou de plástico". Trata-se de uma exposição itinerante que defende as "shopping bags", ou seja, eco-bolsas para se ir às compras. A eco-bolsa do GNT estava lá! Linda, não?!
E o que eu vi por lá?
- Alessa vestida com roupinha da sua pré-coleção de verão
- roxo e suas variações
- laranjas e suas variações
- tricots leves, estampados e bem coloridos (Minas é forte nos fios! Veja o vestidão laranja estapado, usado com colete!)
- estilo hippie / anos 70 (veja o vestidão de Ana Cláudia Michels, abrindo o desfile!)
- Galochas coloridas (para as chuvas de verão!)
Vamos aguardar agora os desfiles do Fashion Rio e do SPFW.
Pessoas queridas que assistem nosso charmoso GNT, leitores do ORA, BLOG!
Queria convidar todo mundo para visitar o PINKPUNK, blog onde, a partir do dia 8 de maio, duas vezes por semana, vou postar assuntos de filosofia, cinema, literatura e outras coisas da vida.
O PINKPUNK será um espaço pra dicas culturais, informações sobre livros e cinema. Mas será, sobretudo, um lugar pra debater idéias e deixar o pensamento rolar livre. Nesta semana, por exemplo, vou começar explicando a origem do PINKPUNK para entendermos de onde ele veio e para onde ele vai. E, no segundo post, vou comentar VOLVER, filme de Pedro Almodóvar que todo mundo já deve ter visto. A escolha deste filme já é para sinalizar a cara do blog, que vai tratar de delicadezas e pedras, de pichação e universo feminino. Tudo naquele clima de “desmontagem” com lente de aumento que pode nos dar uma experiência agradável com os poderes do pensamento crítico, da análise da vida que com um cuidado a mais, sempre pode ficar mais interessante.
Gostaria de convidá-los à leitura, que vale a pena quando é divertida, ou quando nos leva a passeios diferentes, tudo o que queremos com este mundo sempre novo da Internet.
No último dia 17, aconteceu no Shopping Leblon a inauguração do Espaço GNT. Para comemorar os cinqüenta anos da Bossa Nova, nada melhor do que muita música brasileira. A banda Bossacucanova foi convidada a abrir o espaço, que ainda conta com os reforços musicais de Roberta Espinosa, Cris Delano, Dj Nado Leal e Rodrigo Sha.
No espaço foram distribuídos brindes, maquiagens à la Superbonita e acesso ao site do GNT. Quem passava perto não conseguia sair; para quem via dos andares de cima era impossível não dar uma espiadinha e aproveitar o show.
Enfim, Happy Hour garantido durante as quintas de maio! A entrada é gratuita e os shows começam sempre às 20h.
Confira abaixo algumas fotos do evento!
* O Espaço GNT Shopping Leblon está localizado no primeiro piso do shopping, e também contará com atividades gratuitas. Semanalmente, os freqüentadores poderão participar de workshops de maquiagem, aproveitar sessões de massagem e relaxamento. A ação faz parte do projeto “GNT 360 graus” que promove a aproximação do canal com seu assinante.